
A Feira de Artes da Vila Madalena é a mais tradicional, antiga e conhecida feira de artesanato da Cidade de São Paulo realizada pelo CCVM, a qual lhe deu origem. Trata-se de evento enquadrado como concentração pública de caráter sócio-político cultural, que este ano chega a sua 34ª edição.
A Feira da Vila surgiu em 1977, como movimento cultural de bairro. Resumia-se a atividades musicais, realizadas dentro de um antigo projeto da prefeitura na Rua Girassol e, também, como parte das festas juninas. Aos poucos, o número de participantes foi aumentando e surgiu a idéia de criar um grande evento que permitisse a divulgação e venda da produção artística local que, com o passar dos anos, transformou-se em um espaço cultural reconhecido da cidade.
Em 1979, realizou-se a primeira edição da Feira da Vila Madalena, na fórmula em que hoje é conhecida. À época, a Feira era auto-sustentável, cada participante colaborava com parte do que havia arrecadado.
No ano de 1983, a Feira passou à organização do Centro Cultural Vila Madalena, a qual permanece até hoje, sob a presidência de José Luis França Penna, com o apoio de voluntários.
A Feira se realiza uma vez por ano, e conta atualmente com 500 expositores, distribuídos entre estilistas, artistas plásticos, artesãos, fotógrafos, decoradores e entidades não governamentais. Além disso, traz muitas outras atrações como gastronomia variada na Praça de Alimentação, 4 palcos com apresentações musicais que vão do chorinho ao rock , peças teatrais, danças folclóricas e performances inusitadas, a Rua das Crianças, a Rua da Cidadania e o Boulevard de Moda, rua específica onde durante todo o dia são apresentados os desfiles dos estilistas presentes no evento.
Segundo estimativas dos órgãos de imprensa em sua última edição (2010) a Feira da Vila recebeu um público de aproximadamente 70.000 mil pessoas ao longo do dia, durante um único domingo.
Música – a Feira abre espaço para a apresentação de artistas iniciantes ou sem acesso à mídia para a divulgação de seu trabalho próprio, que se apresentam sem cachê ou qualquer ajuda de custo, apenas em troca da oportunidade de levarem ao conhecimento público o seu trabalho. O maior exemplo do significado deste evento para a produção musical são os grupos Planta & Raiz e Mamonas Assassinas que foram “descobertos” em apresentações gratuitas em meados dos anos 80.
Artes Cênicas – a Feira dá oportunidade a grupos experimentais, amadores e até mesmo profissionais que desejem divulgar seus trabalhos, seja nos palcos, em intervenções de rua, ou da forma que acreditarem mais se aproximar do público. Novamente, as apresentações são feitas em troca do espaço aberto e da possibilidade de fazer contatos, incentivando, sobretudo, a preservação e difusão da cultural popular regional.
Artes Plásticas/Artesanato – o evento é uma grande oportunidade de trazer ao público artesanato de qualidade, de várias partes do país, dando lugar à pequena produção alijada do mercado e sem organização de classe adequada. É, portanto, um ponto de apoio ao pequeno artista que não tem meios suficientes para atingir este público de forma auto-sustentável.
Gastronomia – a Feira apresenta ao público uma pequena praça de alimentação que revela a variedade de comidas típicas de todo o país de forma acessível.
Atividades sociais - em um único domingo de agosto, os freqüentadores da Feira têm à disposição, gratuitamente, atividade como corte de cabelo com preço simbólico oferecido por cabeleireiros profissionais que neste dia trabalham como voluntários e toda a arrecadação é revertida a uma instituição de caridade; também é aberta às crianças a possibilidade de um domingo divertido e educativo na “Rua das Crianças”, com brincadeiras, peças, contadores de história, oficinas, fábrica de chocolate, pintura e jogos, com acompanhamento de monitores voluntários; a “Rua da Cidadania”, que conta com a participação de várias entidades governamentais, assistenciais, educativas, tais como o Poupa tempo, a Subprefeitura de Pinheiros, a Spturis, o Corpo de Bombeiros, a Guarda Metropolitana, a Polícia Militar, Posto de Saúde Local, Instituições de Combate à DSTs, Associação Brasileira de Yoga, entre outras, que levam ao público, em seus stands, a divulgação de seus trabalhos, aproximando a instituição da população, de forma simples e direta, sem burocracia. Também é garantida a presença, sem ônus, de ONGs das mais diversas áreas de atuação.
Moda – A Rua Fidalga é específica para os expositores de Moda, durante todo o dia são apresentados de forma eclética e divertida e personalizada as peças chave dos estilistas que expõem no evento, o local conhecido como o Boulevard de Moda, apresenta estilo, diversidade e propõe tendências sem ser didático e impositivo.
A Feira da Vila Madalena é produzida pelas cabeças de Vângela Velozo, a Diretora Geral, Lívia Souza a Produtora Artística, Danielle Rudnik Produtora Geral, Marcelo Goodhead o Produtor do Boulevard de Moda, rodeados por uma grande equipe de técnicos e voluntários que fazem deste evento um dos mais aguardados de São Paulo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário